Blog do Gutemberg Gomes

DE AMIGO PRÁ AMIGO: DIGA ALÔ COMIGO!!!

CTRL+C, CTRL+V – A EVOLUÇÃO DO ´´GILLETTE-PRESS´´

with one comment

Ctrl_C_-_Ctrl_VOlá,

Com certeza vocês já devem ter ouvido falar sobre a angústia do escritor diante da página em branco. Imaginem agora a página em branco e a barra do cursor piscando incessantemente. Escritores mais sensíveis tendem a querer cortar os pulsos com um prestobarba diante dessa situação.

Mas o que motivou o post de hoje foi mais um desses movimentos regressivos, o vaivém frenético da memória diante dos impulsos do momento presente. Ficou meio confuso isso, mas é mesmo assim. Tenho sentido uma preguiça muito grande em tirar a frente do rádio do porta-luvas do carro e colocá-lo prá falar na minha cabeça enquanto dirijo. Quando faço isso, sempre ouço coisas que acabei de ler nos sites. Foi assim específicamente com uma notícia de um parque de diversões que estaria contratando interessados em um ótimo salário para exercer uma simples figuração: atuar como a bruxa do parque! Exatamente isso, o interessado deveria preencher certos requisitos como rir da maneira que riem as bruxas, mexer caldeirões como elas fazem e todas as coisas que imaginamos serem típicas do cotidiano das bruxas. Mas eu estou usando esse exemplo apenas para apontar uma tendência no modo como as notícias chegam até nós.

Um parênteses aqui só prá dizer que o profssional de rádio passa por três fases na sua vida: na primeira, ele paga prá falar; na segunda ele recebe prá falar; e na terceira ele paga prá não falar. Mas não há uma linearidade nesse processo. Ele pode transitar pela segunda e terceira fases com tranquilidade, mas jamais admitimos voltar para a primeira. Mas a primeira também tem seus encantos. E um deles é exatamente o amigável encontro entre os profissionais que já estão pagando para não falar e aqueles que estão começando e querem pagar prá falar, até com o microfone fechado.

Eu estava na primeira fase e o meu maior sonho era estar na rádio 24 horas por dia. Além do meu programa à tarde, eu torcia para que os comunicadores da manhã e da noite resolvessem faltar e frequentemente isso acontecia. Meu primeiro contato com o Gillette-press foi exatamente numa dessas ocasiões. Fui escalado para apresentar um informativo na manhã e fiquei maravilhado com aquele mosaico de pequenos quadradinhos  espalhados por cima da mesa. Não posso dizer que eram cortados com gillette, mas a precisão cirúrgica dos recortes dava a entender que mãos hábeis haviam utilizado um estilete.

Nada impedia que as tais mãos hábeis esquecessem de cortar pequenas legendas que diziam ´´ conforme a foto ao lado´´, o que matava os locutores de vergonha diante do inevitável deslize. Tudo tinha sua ordem, sua sequência lógica e era frequente você receber mais quadradinhos enquanto lia. Assim, em cima da hora, como requer a notícia premente. Hoje os estiletes, as gillettes, as réguas foram substituídas por dois simples comandos: ctrl+c       e         ctrl+v.  

Assim é feito, na sua ampla maioria, o noticiário que chega até você pelo rádio. Os jornais impressos perderam para a internet o prestígio junto àqueles que são responsáveis em passar para o locutor as informações de momento. Se você estiver com o rádio ligado e acessando os principais sites de notícia, você pode acompanhar se o locutor está sendo bem fiel ao texto escrito. Mas é a evolução, e está tudo em´´ A galáxia de Gutenberg´´ que, por razões óbvias me atraiu mais pelo título, quando cursava Comunicação Social na Newton Paiva.

galáxia

E a aldeia global hoje é uma taba pequenina. No caso da morte do Michael Jackson (sempre ele!!!) eu pude acompanhar como o site TMZ fornecia subsídios para todos os meios de comunicação do Brasil. É claro que aqui, temerosos, relutaram em confirmar a informação da morte, e o TMZ se manteve sempre um passo, ou mais, na frente de toda a cobertura.

Duvido que alguém tenha tido a paciência de ler até aqui. O tema merece mais algumas abordagens, mas vou aguardar algum comentário, alguma crítica ao processo para me alongar mais nesse curioso caso das informações que pipocam em um site e viram onipresentes em tudo o mais: outros sites, rádios, tv´s, jornais do dia seguinte, blogs, etc.

Mais de 700 palavras é o recorde dos meus posts até agora e por isso mesmo, temo que esse seja o menos lido da minha história no Blog. Mas o tema merece uma retomada em breve. Aguardo comentários.

Esse pirata aí tive que desenhar para o Vinny enquanto escrevia. Como ele disse que ficou muito feio, resolvi postá-lo porque ou o pirata é feio ou não é pirata, não é mesmo?pirata

Saudações!!!

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Written by Gutemberg Gomes

09/07/2009 às 22:04

Publicado em Uncategorized

Uma resposta

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  1. […] Prova de que o leitor da blogosfera não suporta o Gillete Press… […]


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